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domingo, 24 de março de 2019


Ah,se a poesia pudesse falar tudo que vai na alma!
Se pudesse rascunhar somente a verdade louca,que se entorpece a cada dia como forma de libertação.
Se pudesse deixar de ser acanhada e com as palavras certas deferir golpes a sangrar aquele que a condenou.
Ah,se a candura tomasse a mão enrugada e a deslizasse em carinhos sem piedade e a poeta-fotógrafa registrasse esse momento sem a orgia dos amores perdidos,mas com a doçura de quem viu aquela mão sorrir e sentir o prazer de ser louca para o mundo,pois seus olhos falavam,suas mãos sorriam e seu sorriso tremulava.
Ah,se a poesia pudesse ser menos pudica e mais solta!
Um dia a poesia se libertará e não haverá mais odes e nem elegia.



Não havia saudade para sentir,
Tudo era vazio,mas não se percebia
Nada fazia falta
Só um frio a incomodar
Uma primavera distante

Gostava de flores
Incomodava com passado
Nunca sonhou com futuro
Amava o sol
O brilho dele cobria sua pele

Tinha certeza que era louca
Era diferente de tudo e de todos

Mas,era feliz .

sábado, 16 de março de 2019


O barco ficou esquecido
Seu dono o deixou ali e com esperança saltitando foi em busca de um coração que o incomodava.
Antecipava com carinho toda a felicidade que iria sentir.
Tudo seria diferente.
Ela sentaria naquele barco novamente.
Conversariam com os olhos,as palavras emudeceriam
Haveria um tocar tão simples e forte que mesmo sem o som inebriante, o compasso da dança mágica os levariam ao êxtase irreal e como um bom cigano rodopiaria na grandeza dos passos que o levava aquela flor revestida da cor rubra.
Subia com tanta pressa e em um rápido olhar para trás via o infinito que delimitava o espaço onde seu barco se encontrava,naquele instante uma lágrima começou a brotar.
Havia esquecido por completo...
Ela não viria mais para o barco.
Não da forma precisa que a existência automaticamente exige.
O barco ficará ali para sempre.
Foi nele que ela em desespero partiu buscando a si mesma e por um destes mistérios que a vida apresenta o barco retornou intacto e só.


domingo, 3 de março de 2019


Há dias que não há fortaleza , a fé dá uma descansada e ficamos `a mercê de nós mesmos.
Os anjos,que nunca tiram férias,sapecas como crianças,dão uma cochilada e ficamos com a sensação de abandono.
Neste momento de uma intensidade humana e sem os amigos imaginários,sem as fadas e os duendes que nos servem de muletas ficamos com medo do som suave a insistir que a melhor música é para quem se apaixona .
A lágrima custosa,que nunca ousa cair fora de hora,desce deslizando suavemente e acariciando a pele macia,porém cansada, e ficamos esperando o nascer ou o por do sol para se permitir sonhar com um lenço macio a secar aquela lágrima indecente.
E então como em um passe de mágica o pensamento percebe aquela alma angustiada e pede a lua seu brilho emprestado e há uma luz tão forte chamada oração que desperta os anjos e cutuca na fé,e nesse momento ficamos mais fortes e percebemos que os minutos angustiantes transformaram-se em pedras na construção sólida de um ser,que levanta e caminha em busca de si mesmo e confiante que ainda valerá a pena insistir ....

Eu

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Meus lindinhos

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praça das palmeiras

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Membro fundador da Academia Inhapiense de Letras