terça-feira, 11 de novembro de 2014

Esperei
A esperança me tomou pela mão e de repente, me vi em um vale lindo,talvez o mais interessante que já  estive.
Uma gota de orvalho ainda se encontrava em uma rosa escarlate.
Amanhecia,bem devagar.
Não havia pessoas.
Só folhas caídas e amassadas..
Um raio de luz entremeava as árvores.
Procurei respirar bem ,fiz  e refiz  o mesmo mecanismo  da fisioterapia.
Algo me intrigava,  estava só,mas não sozinha.
Havia um barulho gostoso de água batendo  na pedra.
A temperatura amena.
Tudo em sintonia,como um coral de pássaros,daqueles, que sempre aparecem em documentários na televisão.
Nada me incomodava a não ser  a sensação real de liberdade.
Eu não sentia frio,nem fome.
E o mais incrível:estava calma,leve,de um jeito  a surpreender-me.
A felicidade estava ali e eu juntinha dela.
Não vi templos,não vi pessoas,nada,só a natureza me relaxando.
Nem a lembrança de filhos,amigos,ninguém.
O momento era só meu,mas nada de egoísmo.
Eu estava sendo preparada para mim mesma.
Para gostar do que sou,sem freios e "mea culpa"
Era eu me amando e entrelaçada com as imagens ,ora brilhando,ora esverdeando.
E naquele instante,pude perceber o quanto fui injusta comigo,o quanto cobrei e o quanto eu queria uma perfeição que nunca existiu.
Era um  espaço estranho,mas maravilhosamente lindo.Eu me via refletida naquelas águas,meu corpo se moldava ao lugar,parecia um estória mitológica,mas era eu,minha essência,meu melhor.
E  então percebi  Deus.
Deus habitando em mim,solidarizando-se comigo,rindo para mim.Eu era o templo.
E  isso aconteceu ontem.
Não me perguntem se foi sonho,pois foi real.
Eu não estou louca e minhas roupas estão sujas de terra.
E a partir de agora sou uma nova mulher.



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