sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Por que agora?
Depois que refiz meus pensamentos,renovei-me por inteira
Vi novas perspectivas
Amei a mim mesma
Re-encontrei coisas perdidas em meu inconsciente
Brinquei de roda e vi ,que não havia morrido a menina dentro de mim
Encarei meus olhos verdes e fui fundo até encontrar minha alma,que já não mais estava só
Ouvi "Bandolins"
Acordei descansada
Sonhei em conhecer Andorra
Visitei aquela senhora culta
Li  o meu livro
Cultivei um canteiro de beijos vermelhos ,rosas e amarelos
Consegui um leve sorriso
Um brilho diferente no olhar
Vi poesia no luar,que enfeitava a igreja
Consegui ver um filme em Espanhol
Fiz tantas viagens virtuais,imaginárias
E agora,volta como se nunca tivesse ido?
Estou na estrada
Já ganhei carona
Nem no retrovisor espero ver sua imagem
Perdeu,meu camarada
Sem choro,e por favor,aprenda de uma vez,que ninguém é feliz com a infelicidade do outro

Fui.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Esperei
A esperança me tomou pela mão e de repente, me vi em um vale lindo,talvez o mais interessante que já  estive.
Uma gota de orvalho ainda se encontrava em uma rosa escarlate.
Amanhecia,bem devagar.
Não havia pessoas.
Só folhas caídas e amassadas..
Um raio de luz entremeava as árvores.
Procurei respirar bem ,fiz  e refiz  o mesmo mecanismo  da fisioterapia.
Algo me intrigava,  estava só,mas não sozinha.
Havia um barulho gostoso de água batendo  na pedra.
A temperatura amena.
Tudo em sintonia,como um coral de pássaros,daqueles, que sempre aparecem em documentários na televisão.
Nada me incomodava a não ser  a sensação real de liberdade.
Eu não sentia frio,nem fome.
E o mais incrível:estava calma,leve,de um jeito  a surpreender-me.
A felicidade estava ali e eu juntinha dela.
Não vi templos,não vi pessoas,nada,só a natureza me relaxando.
Nem a lembrança de filhos,amigos,ninguém.
O momento era só meu,mas nada de egoísmo.
Eu estava sendo preparada para mim mesma.
Para gostar do que sou,sem freios e "mea culpa"
Era eu me amando e entrelaçada com as imagens ,ora brilhando,ora esverdeando.
E naquele instante,pude perceber o quanto fui injusta comigo,o quanto cobrei e o quanto eu queria uma perfeição que nunca existiu.
Era um  espaço estranho,mas maravilhosamente lindo.Eu me via refletida naquelas águas,meu corpo se moldava ao lugar,parecia um estória mitológica,mas era eu,minha essência,meu melhor.
E  então percebi  Deus.
Deus habitando em mim,solidarizando-se comigo,rindo para mim.Eu era o templo.
E  isso aconteceu ontem.
Não me perguntem se foi sonho,pois foi real.
Eu não estou louca e minhas roupas estão sujas de terra.
E a partir de agora sou uma nova mulher.



segunda-feira, 10 de novembro de 2014



                                 ENEM-2014
Analisando a prova  do ENEM  da área em que trabalho,Linguagens e Códigos,vejo que pouco se cobra do que o aluno realmente estuda ou deveria estudar.
Na verdade,o aluno precisa ter paciência para a leitura das questões e raciocínio lógico,crítico.
Há questões bem elaboradas,mas algumas não me agradaram.
Passo o ano todo pedindo aos alunos que se atualizem com  as várias "leituras",mas no entanto me sinto perdida,pois o que vejo nessa maratona toda,envolvendo o futuro de nossos jovens é um distanciamento do currículo obrigatório e esse tipo de Exame Nacional.
Não que eu queira discordar do estilo,mas como professora eu vejo que o aluno acaba sendo prejudicado com tanta pressão psicológica e nós, professores, acabamos também sendo pressionados para preparar nossos alunos,mas como?
Cada ano eu percebo que os PCNs e CBCs estão sendo ligeiramente cobrados nessa modalidade de exames,mas a escola tem que preparar para a vida também,e na verdade o ENEM,transformou-se  em uma batalha,onde nem sempre o esforço é recompensado.Bem diferente dos concursos públicos.
E o que fazer?
Até quando nossas escolas terão condições para  adaptar a essas cabeças pensantes,que preparam essas provas?Diga-se de passagem,pensantes e muito inteligentes.
A parte em que se cobra conhecimento ficou um pouco distante de nossos parâmetros curriculares..É na verdade um teste de resistência e pouca demonstração de aprendizagem feita na escola,infelizmente,pois a quantidade de aulas nos impossibilita e o interesse do aluno não corresponde.Agora quem lê,realmente consegue fazer a prova e nessa parte eu sempre repito o valor  constante da leitura.
Fica um vácuo para mim,pois a cada ano eu vejo,que os vestibulares cobravam mais o conhecimento específico e nós,professores,podíamos contar com algo mais concreto.
Hoje,a cobrança vai além,a atualidade em foco e daí  penso na interdisciplinaridade,que pouco se faz,concretamente.
Continuarei insistindo para que meu aluno leia,mas penso ser  hora de rever certos conceitos.
Eu não estou preparada para trabalhar com nossos jovens nessa cultura educacional vigente,pois na verdade as questões não mediam só conhecimento,ainda bem.
Continuo acreditando em minha profissão,mas percebo,que cada vez mais,eu me aproximo de uma geração de professores,que está em extinção e a partir daí,novas cabeças pensarão melhor do que eu.
Simplesmente,acho que há algo errado e não sei como trabalhar para ajudar meus alunos.
A verdade é que trabalho muito a leitura,Os alunos é que detestam,então não estou tão errada assim.


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

                                         Ver Deus na natureza é muito gratificante