quinta-feira, 21 de agosto de 2014


                                                   Olha que lindo
                                                   Fez pose para mim
                                                  Seu olhar como o meu
                                                        um pouco triste
                              o verde de seus olhos também se parecem com os meus
                            A mesma solidão?
Não,um gato no mercado municipal,em Belo Horizonte
E eu,uma gatinha manhosa,aqui  sem muito o que falar
 só apreciando mesmo
Não é que esse gato é mineiro?


segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Minha prisão não é como as outras
vivo presa em uma cidade pequena que encanta e ao mesmo tempo me afugenta.
Os livros que leio,tecem minha prisão,não com teias de fios dourados ou prateados,mas tecem com fios que me entrelaçam e me deixam só.
Padeço dessa prisão e dessa solidão,
Sinto -me amada por meus filhos,minha mãe,meus irmãos e até por alguns poucos amigos que conquistei,mas falta algo.
Há uma força enorme que precisa ter um destino
Há um carinho mais que humano encostando em um canto,sem saber para onde ir..
Há um quê de cansaço.
Há uma esperança em encontrar o que busco sem ao menos saber onde.como e o porquê.
Minha prisão vai além da matéria,ela esboça um querer e não querer ao mesmo tempo
Não sei como,mas necessito perceber Deus presente em cada um e a ele dar minha resposta,mas de que forma?
Indagações,reflexões
Nada irá me tirar dessa condição humana que eu me envolvi
E essa solidão será minha companheira.
Tenho que aceitar.
Minha prisão não é como as outras
vivo presa em uma cidade pequena que encanta e ao mesmo tempo me afugenta.
Os livros que leio,tecem minha prisão,não com teias de fios dourados ou prateados,mas tecem com fios que me entrelaçam e me deixam só.
Padeço dessa prisão e dessa solidão,
Sinto -me amada por meus filhos,minha mãe,meus irmãos e até por alguns poucos amigos que conquistei,mas falta algo.
Há uma força enorme que precisa ter um destino
Há um carinho mais que humano encostando em um canto,sem saber para onde ir..
Há um quê de cansaço.
Há uma esperança em encontrar o que busco sem ao menos saber onde.como e o porquê.
Minha prisão vai além da matéria,ela esboça um querer e não querer ao mesmo tempo
Não sei como,mas necessito perceber Deus presente em cada um e a ele dar minha resposta,mas de que forma?
Indagações,reflexões
Nada irá me tirar dessa condição humana que eu me envolvi
E essa solidão será minha companheira.
Tenho que aceitar.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

                        Ela era forte,.mas no fundo muito carente e de repente aparece um lobo em pele de cordeiro.
                       A ele tudo foi confiado,suas angústias,seus desejos mais íntimos,tudo.
                      E o lobo foi envolvendo aquela menina em corpo de mulher.
                      E como qualquer mulher,ela foi se encantando com aquele galanteador.
                      Casaram-se.
                     Moraram em uma pequena aldeia em Portugal.
                     No princípio ele foi aquilo que ela sonhava,mas só no princípio.
                    Ela preparava tudo com esmero e ele nem enxergava.
                    O chá na hora de dormir já não existia mais.
                    E o lobo volta novamente e começa a rondar aquele sujeito.
                    Ele a princípio reluta.
                   Parece amar sua esposa,ao seu modo,agora com toda a sua força de lobo.
                 Um lobo português, que serviu em Angola,que sofreu nessa guerra idiota.
                  Um lobo que precisava ser cordeiro,mas que não consegue.
                  Terê( assim ele falava carinhosamente com ela).
             Aquela mulher simples sabia que algo acontecia,mas não entendia.
              Quem era aquele homem que não dormia mais,que sempre estava atordoado,sempre em conflito?
             Ele não saia de casa,mas parecia muito longe dali.
               Quando conseguia dormir,via fantasmas,mulheres com corpos de peixes,de éguas e tudo se misturando como no processo de criação surrealista.
Acordava suado,sofrido.
Terê não entendia Augusto.Ambos sofriam.
Vem o primeiro filho,parece estranho,mas o filho chega.
A alma de Augusto renova,Volta novamente o cordeiro que Terê amava.
Tudo perfeito.
Chá quentinho,camomila com limão.
Eles se saciavam.

Terê pensava que era feliz.
E vem o outro filho.
Nada de novo

Até que em uma noite
um barulho terrível acontece
A mãe enlouquece
Uma loba aparece e vem lamber aquela criança
Terê pálida,Augusto trêmulo
A loba não faz mal nenhum.
A criança parece gostar do afago
Expectativa e medo
Aquela loba tinha um olhar estranho
E do mesmo jeito que chegou,ela se foi,com um barulho terrível.
O coração de Terê já não tinha mais sossego.
Augusto nada falou.
Havia medo em seus olhos,mas ao mesmo tempo ele parecia gostar daquilo que viveu
Havia algo na loba que o fascinava

Nunca comentaram sobre o ocorrido

Resolveram abandonar a aldeia e foram morar em um pequeno país encravado entre a Espanha e a França,pois lá com certeza não iria aparecer lobos.

Novamente aquela mulher em silêncio,caminha em uma estrada íngreme,sempre olhando com medo,mas para sua surpresa tudo estava perfeito.E como perfeição dava medo,ela vivia medrosamente ali.
Já não sabia mais quem era.
Cuidava da casa,cuidava dos filhos.
À noite deixava-se amar pelo marido.

Um dia ela percebeu o que sempre suspeitava e tinha medo.
Ela viu o olhar do marido.
Aquele olhar era o mesmo daquela loba.

No dia seguinte ela ligou para o marido e disse que aqueles trinta anos vividos acabavam naquele momento.
Aquele homem ficou maluco,justamente no momento em que a vida lhe dava uma neta.
O que teria acontecido?
Ela teria outro?
Nada e nem uma resposta.
Terê passou a trabalhar e  ter seu dinheiro e resgatou sua vida.Nunca mais quis ver aquele olhar.
E o marido?
Está procurando uma loba que o aceite em pele de cordeiro.
Cuidado,pois nesse instante você poderá cruzar com  olhos que encantam e que dão medo.
Observação:Realmente tudo aconteceu,mas a imaginação humana dificulta o acreditar.

domingo, 3 de agosto de 2014



                                       A estrada sempre existirá
                                       o importante é decidir se aceita ou não o convite que ela nos oferece
                                       pode ser um caminho de delícias ou de dificuldades,mas é um caminho
                                      Chegar será um detalhe
                                     o mais importante é a caminhada